Mãos

O fim do mundo

Sonhei com o fim do mundo e o fim do mundo era uma imensa e transparente onda verde-azulada num dia ensolarado, mais ou menos da cor de uma água-marinha, que vinha muito alta e muito lenta cobrindo o horizonte, cobrindo as nossas cabeças, tal e qual uma cúpula ou o teto de uma catedral, e quando ela estava toda em cima de mim, luminosa como uma joia, por um instante na minha angústia rebrilhou um momento de paz e eu me disse: "Que bom, finalmente vou morrer", e a certeza de que a aniquilação era inevitável estranhamente encheu meu coração de paz.
Mãos

Escrever é triste

Escrever é triste, é uma merda, ter escrito algo de qualidade não é " cumulativo", ou seja, não é garantia de que o próximo escrito será tão bom quanto, às vezes é bem o contrário. Escritores ruins têm o mesmo trabalho que os grandes escritores. Enfim: se existe Inferno, Inferno é escrever.
Mãos

Sobre Deus

Há muito tempo queria compartilhar alguns pensamentos que tenho sobre Deus com vocês. Começo por dizer que não tenho certeza seja de sua existência, seja de sua inexistência. Digo de coração: não sei. Como me ensinaram Machado de Assis e Gustavo Bernardo (este, um excelente professor que tive na Letras), a dúvida às vezes é a melhor saída.

Me ensinaram que, nessa questão sobre a existência de Deus, antes vem a Fé. Ou seja, é preciso crer para ver (ou quase ver). Não sou um homem de fé, e o pouco de fé que tenho precisa partir de algo concreto que é seu pré-requisito, nunca o contrário. Não consigo primeiro e antes de tudo crer, sou da linhagem de Tomé.

Já fui uma pessoa religiosa, por incrível que atualmente possa parecer a alguns de vocês. Quase me tornei uma Testemunha de Jeová (sim, cheguei mesmo a bater de porta em porta como vocês sabem que elas fazem). Mas por questões íntimas que não precisam ser mencionadas neste momento, abandonei a religião, mas não o interesse pelo Espiritual. Religião e Espiritualidade não precisam andar juntas; aliás, é até melhor que não caminhem lado a lado.

Acho que tanto os religiosos quanto os ateus cometem erros demais nesse assunto. Acho que estão, em variados graus, cegos por suas próprias certezas – e o pior: não fazem as perguntas certas.

Se Deus existe, me pergunto, como pode assistir calado a todo esse rio de sofrimento que é a existência no planeta Terra? Porque o dado mais constante em nosso mundo é: o sofrer. Nada há de mais constante, com exceção da morte. Se Deus existe, repito, como pode assistir imperturbável ao desabamento de um prédio, à explosão de um avião, ao estupro de uma criança, à tortura de um prisioneiro? Há algum critério aceitável a me convencer de que fulano pode, sim, morrer de modo horrível enquanto ao seu lado sicrano sai sem nenhum arranhão?

Se Deus existe, Ele a tudo contempla desde sempre. E não move um dedo. Não moveu um dedo quando a menina foi jogada pelo pai e pela madrasta do alto do prédio e, sem erguer uma sobrancelha, assistiu ao seu lento agonizar e morte. Não moveu seu divino dedo quando o avião ultrapassou a cabeceira da pista e foi se espatifar contra um prédio do outro lado da rua, incinerando todos aqueles que estavam dentro da aeronave, numa morte que deve ter sido terrível.

Me disseram, quando eu era cristão, que a Bíblia promete que no futuro Deus vai reparar tudo isso, que os mortos justos serão ressuscitados, como se essa espécie de “prêmio” justificasse todo o sofrimento que porventura algum ser possa passar. Eu digo: nem um segundo de sofrimento vale a vida eterna.

A pergunta mais básica, quando se trata de Deus, e que não tem sido feita nem por cristão, nem por ateu, é: em existindo Deus, onde estará ele? E mais uma: por que Ele não se manifesta? Pergunte-se a si mesmo quantas vezes você tem visto ateus ou cristãos fazendo uso dessas interrogações. Se deus existe, na forma como é apresentado na Bíblia e aceito pela maioria dos cristãos, Ele é um indivíduo, e indivíduos precisam estar em algum lugar. E por que seu Arqui-inimigo, ao menos ele, não se dá a conhecer? Pois se Deus não quer se desvelar, essa é uma excelente oportunidade para Lúcifer. Exposição é marketing, exposição são votos a nosso favor, se formos habilidosos, e Lúcifer é a criatura mais habilidosa que já existiu.

Por outro lado, se Deus não existe, como justificar a existência de um universo extremamente complexo e intrincado? Dizer que se formou “por acaso” me parece um tanto quanto estranho e ingênuo. Posso jogar as 200 peças de um quebra-cabeça dentro de uma caixa e chacoalhá-la pelo resto da eternidade que, ainda assim, ele não se montará. O universo, que é inimaginavelmente mais complicado e vasto do que um quebra-cabeça, então chegou a esse nível altíssimo de complexidade “por acaso”, por “tentativa-e-erro”? Quantos caminhos, bifurcações e becos sem-saída existiriam antes que um universo tão complexo quanto o nosso pudesse enfim se formar?
O certo é que, se Deus existe, Ele não parece preocupar-se muito com os seres – humanos ou não –, pois não se move para apaziguar o sofrimento de Suas criaturas. E a pergunta inteligente que cabe ser feita agora é: “Quero eu ter algo a ver com um Deus inativo?”

Confesso que não sei. E não sei se Ele existe ou não existe. Tudo que tenho são minhas perplexidades, que compartilho com vocês.

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A mulher de máscara e eu

Sonhei que tinha tido um envolvimento amoroso com uma mulher no passado, mas que a coisa não tinha ido para a frente porque ela usava uma máscara (uma máscara toda branca, onde se esculpiam cuidadosa e perfeitamente nariz, boca, olhos ) e nunca me permitira ver seu verdadeiro rosto. Agora nos reencontrávamos. Ela morava no andar do meio de um prédio de três andares. Seu apartamento era vasto, fresco, sombreado, com os cômodos construídos em níveis diferentes. Talvez pela proximidade, novamente senti despontar em mim o amor por aquela mulher misteriosa que nunca me deixara ver seu rosto. Então, sentindo esse amor, insisti mais uma vez veementemente com ela para que me explicasse o porquê de jamais ter me permitido vê-la. A pressão foi tal que a mulher perdeu a paciência e acabou retirando a máscara. Vi que sua carne, em algumas partes do  rosto, não existia mais e que por baixo o que se via era uma rede metálica, como a de uma construção. E não apenas no rosto. Nos braços, nos ombros, por todo o corpo havia esses buracos em que se viam redes de arames. Numa das bochechas da mulher o buraco tinha o formato de um coração. Mas, fora isso, seu rosto mulato claro era o mesmo esculpido na máscara, em todos os detalhes: os lábios cheios e carnudos, os olhos grandes, a linha da face... tudo. Perguntei a ela se o apartamento lhe pertencia, pois de repente me deu uma pena imensa de uma mulher com aqueles buracos, que usava máscara e precisava viver sozinha. Fiquei pensando em como sua vida devia ser difícil e solitária... E me preocupei. Na época em que vivera ali, eu pagava o aluguel e supus que assim o fosse também agora. Mas a mulher me disse que o apartamento era seu, que tinha feito um vantajoso acordo financeiro e que acabara conseguindo tornar-se a sua proprietária. Agora não há mais razão para continuarmos separados, e podemos votar a nos amar, pensei, mas me lembrei de que já tinha um outro amor longe dali, na Alemanha. Por um momento pensei, por um momento pesei as duas possibilidades: continuar ali com a mulher, renovar as chamas do velho amor, ou voltar-me para o futuro, para o novo amor que também era meu. Por um momento parei e hesitei. Então, acordei.

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Hitler, Jung e eu

Sonhei que estava em um velho navio em alto mar, juntamente com Hitler e Jung. Hitler tinha sofrido um pequeno derrame e estava com um dos lados do rosto semiparalisado, a boca torta. A tarefa de Jung era tentar reverter essa situação e, também, fazer com que Hitler "não mastigasse as palavras com tanto ódio", porque, desde o derrame, Hitler estava ficando cada vez mais insuportável.

O navio era imenso, os dias eram longos, nem Hitler nem Jung tinham tempo para mim, então eu passava praticamente todo o tempo perambulando. Gostava do silêncio e da vastidão do velho navio, exceto quando precisava ir ao banheiro. Porque um rapaz sentava-se do lado de fora, por trás de um balcão, e ele parecia ter um prazer sádico em me impedir, de todas as formas, o uso do banheiro. Algumas vezes ele dizia não ter troco (era necessário pagar para usar os sanitários), outras alegava que o banheiro estava lotado - o que, obviamente, era uma mentira deslavada. O curioso é que eu nunca protestava. Sempre voltava as costas e ia procurar outra coisa para fazer imenso e silencioso navio.

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Testando

Experimentando postar no Live Journal com um app para iPhone. Nada mal, mas esta é a versão gratuita e não posso postar fotos. Para tanto preciso do app pago que, é claro, não vou comprar.

Saudades dos meus bons e velhos tempos de Opiário. Alguém hoje em dia ainda lê blogs? Ou estão todos no Twitter e no Facebook?

Posted via LiveJournal app for iPhone.

Mãos

Bairros do Rio de Janeiro

BAIRROS DO RIO:



ZONA CENTRAL: 

Estácio, Cidade Nova e Catumbi: Bairros de merda que ninguém sabe que existem - pelo menos não de nome. Ficam entre a Tijuca e o Centro da Cidade. Na verdade, as únicas provas de sua existência são o metrô e a prefeitura. 

Lapa: Historicamente ocupado por prostitutas, drogados, mendigos, travestis e cafetões. Hoje em dia é ocupado por prostitutas, drogados, mendigos, travestis e cafetões. 

Rio Comprido: Os moradores do Rio Comprido insistem que moram na Tijuca. Como se realmente fizesse diferença... 

ZONA NORTE: 

Andaraí: Espremido entre a Tijuca, Maracanã, Grajaú e Vila Isabel, o bairro do Andaraí teve seus momentos de glória ao ser retratado na novela Celebridade, mas, atualmente, voltou a ser o que é na realidade: porra nenhuma. Confundido diversas vezes por seus limites, seus moradores admitem morar em todos os lugares adjacentes, menos no Andaraí. 

Bonsucesso: o bairro mais mal localizado da cidade, conseguindo a façanha de ser cercado por 17 favelas, e ainda sim ser o bairro mais evoluído da Leopoldina.

 

Cascadura: Possui cerca de 1527 ônibus por habitante e uma estação de trem. 

Cachambi: Também conhecido como Norte Shopping. 

Encantado: É um bairro que não existe, está cadastrado por engano pela prefeitura. Alguns dizem que foi fundado pelo filho da Fada Madrinha. 

Engenho de Dentro: É um pardieiro onde a única coisa que presta é o recém construído Engenhão, Estádio alugado ao Botafogo (um time de merda com uma torcida chorona que não chega a 10 pessoas). O passatempo de seus moradores é ficar fofocando na fila do Guanabara. 

Grajaú: A definição correta para este lugar é "porra nenhuma", pois todos o consideram Grajaú um sub-bairro, mas não é da Tijuca e nem de Vila Isabel. Reza a lenda que existe uma reserva florestal por lá, mas ao que parece não passa de mais uma lenda urbana. 

Inhaúma: Se o nome já é feio, imagina o bairro... seu maior ponto turístico é um cemitério onde pervertidos se encontram a noite para fazer sexo. 

Madureira: O segundo lugar mais quente e zoneado do mundo. O bairro atrai macumbeiros e tias vendedoras de salgadinhos de toda cidade em busca dos produtos de "excelente qualidade" comercializados no Mercadão de Madureira (conhecido como oshopping da macumba).

 

Oswaldo Cruz, Bento Ribeiro e Marechal Hermes: Quando você ouvir alguém dizer: ihhh isso é lá na casa do caralho! a coisa fica num desses bairros.

 

Maracanã: É uma extensão da Mangueira, com favelas verticais chamadas de prédios. Não há nada o que se fazer lá, a opção é se tornar um dos 30 moradores que correm em volta do estádio todo dia. Basta chover e pode-se esquiar ou andar de jetsky pelas ruas alagadas do bairro. 

Méier: A capital do subúrbio carioca. Habitado por gente cafona, mas metida a descolada e moderninha. É dividido ao meio pela linha do trem, criando a noção de possuir uma metade feia e outra mais ainda.

 

Ilha do Governador: A Ilha é uma espécie Niterói que fede. Se não fosse pelo aeroporto do Galeão ninguém, são, iria até lá. Como está fora do continente os moradores acham que estão em uma comunidade de elite, mas na verdade é uma Vila da Penha cercada de cocô por todos os lados.

 

Lins de Vasconcelos: Local Incerto e Não Sabido [UTF-8?]– L.I.N.S.

 

Olaria: Um pobre bairro que fica entre Penha e Ramos que não tem nada de especial, a não ser pelo seu famoso clube onde acontecem grandes bailes, como o Baile do Havaí e as domingueiras que aglomeram massas de toda parte da Leopoldina e seus cabelos empastados de creme. Tem também uma "praça de alimentações", a famosa 5 Bocas. 

Irajá: Só Greta Garbo pra ir até lá ou Gilberto Gil pra inserir esse bairro horrível em uma de suas músicas. A principal atividade econômica do bairro é o cemitério.

 

Del Castilho: Se resume a algumas coisas: o shopping Nova América, favelas e o cofre forte da Igreja Universal do Reino de Deus.


Pavuna, Anchieta, Ricardo de Albuquerque e adjacências: Fazem fronteira com nobres municípios da Baixada Fluminense como Duque de Caxias, São João de Meriti e Nilópolis. A principal atividade econômica dos bairros é a indústria funerária, a exploração de serviços como a gatonet e a gato-velox e o jogo do bicho. 

P.S.: As adjacências são lugares como Guadalupe, Jardim América, Costa Barros, Barros Filho, Acari, Coelho Neto e Parque Colúmbia, Belford( Roxo) e Senador (Camara), que deveriam ser cercados por grades. 

Pilares e Tomás Coelho: Conhecida por ser sede da rebaixada Caprichosos de Pilares, que se localiza embaixo de um viaduto mais usado como banheiro masculino. Resume-se apenas em um viaduto, camelódromo e favelas. Os moradores também tentam incluir o Norte Shopping no bairro, mas na verdade fica no bairro vizinho, Cachambi. 

Todos os Santos: Duvido que você saiba onde fica!! Os moradores desse bairro têm grande dificuldade de pegar táxis, já que nenhum taxista conhece o bairro de nome. 

São Cristóvão: Lugar feio, sujo e caindo aos pedaços. Hoje se resume à estação de trem-metrô e à Quinta da Boa Vista.

 

Santa Cruz, Campo Grande, Realengo e Bangu: Juntamente com Cuiabá, são fornos disfarçados. Aparelhos de ar condicionado não funcionam porque derretem.


Tijuca: Fica num vale abafado cercado de favelas habitadas por gente miserável. Composta ex-revolucionários, comunistas e anarquistas. Os tijucanos podem ser facilmente reconhecidos. São caboclos pensando ser ingleses. Sua mais nova invenção está em chamar a praça Varnhagem (também chamada de "Buxixo", pelo tijucano) de Baixo Tijuca, imitação deprimente do Baixo Gávea. Largue sua sogra por 10 minutos na Tijuca que uma bala perdida resolve seu pobrema.

 

Vila da Penha: Como a Vila Valqueire é um bairro de pobre metido a rico. É cheio de casas antigas e feias. A maior diversão dos moradores é fazer caminhada no valão, Ops! a rua Oliveira Belo. Ainda existem moradores que acham que a Vila da Penha não possui favelas por perto.

 

Vila Isabel: É uma reta que só tem boteco, casa de vila, outro boteco, casa de vila, outro boteco... ah, e uma porrada de pedras portuguesas soltas pelas calçadas.

 

Vila Valqueire: Um bairro nos confins (realmente lá no inferno) do subúrbio habitado por uma gente muito feliz só por não estar na merda total que estão seus vizinhos Campinho, Oswaldo Cruz, Bento Ribeiro e Marechal Hermes. Se for telefonar para alguém que mora lá faz um 21... O bairro mais próximo fica várias léguas de distância. 

Vicente de Carvalho: Dividido pelo metrô, tem o lado da favela (favela sem shopping) e o lado do shoping (favela com shoping). tem como cidadão ilustre o falecido Escadinha, traficante famoso. Assim como o binômio Tijuca-Rio Comprido, os seres viventes nessa área juram que moram na Vila da Penha, bairro "nobre"(??) das adjacências. 


ZONA SUL:


Largo do Machado: Esse "bairro" não existe. Devia se chamar estreito do Machado. Há lá apenas uma estação de Metrô com esse nome, mas do tipo que nem tem escada rolante. Se você está num carro e fala: olha estamos entrando no Larg... já está no Catete.

 

Leme: Um bairro vizinho de Copacabana, cercado de pensionistas que residem lá há mais de 100 anos, muitos bêbados e pivetes da favela local que infestam a maravilhosa praia de Copacabana. 

São Conrado: Abriga uma das maiores favelas do mundo, a Rocinha, embora os cegos moradores do bairro falem que a Rocinha é um bairro à parte de São Conrado ou ainda tentem empurrá-la para a Gávea ou mesmo pro Leblon. Todas as janelas de casas e edifícios têm vista eterna pra Rocinha. Bem, os apartamentos de frente pro mar não dão vista pra Rocinha. Só pros seus moradores que pela manhã tomam sol,  tarde assaltam turistas e à noite se acasalam nas mornas areias do Pepino. 

Copacabana: Bairro decadente habitado por funcionários públicos que andam em bandos. A área é dominada jogadores de dama e xadrez de rua. O maior hobby é fazer compras na Av. Nossa Senhora de Copacana, o Champs-Élysées deles. Consta do Guiness Book de records, junto com o Catete, como a maior concentração de quitinetes no ocidente. Não  esquecer de que tb é o maior penico a ceu aberto que se conhece, utilizado por mendigos e bebuns. 

Gávea: Passagem de luxo pra Rocinha.

 

Botafogo: Se botá fogo num prédio, lambe tudo. Prédios velhos, apertados, escuros e sufocantes. Paraíso da fumaça negra.

 

Flamengo, Glória e Catete: Além dos mendigos e de genteafastada pelo instituto (que respondem por 98% da população desses bairros), os outros 2% são de velhos falidos, principalmente portugueses que empobreceram junto com o bairro e ex-suburbanos que vão morar lá em vilas antigas, cortiços e quitinetes só para dizerem que moram na zona sul e não precisarem aguentar horas de trem ou ônibus até o trabalho.

 

Ipanema: Abriga as mulheres mais gostosas da cidade. Só que elas não moram no bairro, mas vêm da Tijuca, Méier, Campo Grande, atrás de um mauricinho com um carro bacana. O resto é só viado e praia (fechada para moradores aos domingos). Também freqüentado por lutadores de jiu-jítsu e seus pit-bulls. Parece um grande estacionamento porque o trânsito fica parado das 8 às 23h. Os moradores são todos neuróticos por causa dos buzinaços intermináveis. Já está sendo apelidado de Nova Botafogo. 

Laranjeiras: É tão ruinzinho que tem um palácio que nem o governador quer morar. Faz fronteira com lugares bonitos (Catumbi, Santa Teresa...) O filme melhor impossível com Jack Nicholson foi inspirado nos moradores de Laranjeiras que andam nas ruas se desviando de cocô de cachorro. 

Leblon: É um bairro com gente rica. Grande concentração de corruptos, colarinhos brancos e, evidentemente, políticos. Também tem cocô de cachorro.

 

Lagoa: Lindo. Espaçoso. Visual espetacular. Mas por causa das duas bocas do Rebouças fica inacessível das 8 às 23 h. Conhecido como a Abaeté carioca. A lagoa tem a água escura e podre. Se você molhar as mãos na água pode escolher: tifo ou hepatite. Os moradores possuem máscaras antigás para usar durante o período de mortandade de peixes. Com assaltos freqüentes, é um veradeiro buraco negro de bicicletas.


Urca: Único bairro aposentado do mundo.

 

ZONE OESTE: 

Vargem Grande e Vargem Pequena: São como o Acre é para o Brasil: Ninguém lembra que existe e só tem mato, mosquito, marimbondo, morcegos. Rumores sobre a existência de um parque aquático falido ou sobre uma mansão habitada por Xuxa não foram confirmados, já que ninguém conseguiu achar esses bairros para conferir de perto. 

Barra da Tijuca: (do espanhol Baja - Baixada) Uma espécie de Brasília com praia. Habitado por emergentes e pseudo-socialites que não têm grana pra morar no Leblon ou em Ipanema, a Barra da Tijuca é um bairro que adotou o Paulista way of life, onde as pessoas ficam em shoppings a maior parte da sua vida. Pela sua distância do resto do Rio de Janeiro, é considerado por muitos como sendo uma outra cidade. O governo de São Paulo inclusive já entrou com um processo para anexar esta "cidade" ao seu território por ela ser mais próxima de São Paulo do que do Rio de Janeiro. Alguns habitantes da Barra, aliás, acreditam que moram em Miami. 

Recreio: Uma roça de luxo, que tenta se equiparar à Barra. Habitada por emergentes que não conseguiram ir pra Barra e vão pra lá pra dizerem que moram na Barra. É como um "estepe", um "consolo" para os emergentes que não tiveram grana pra morar na Baja. A padaria mais próxima está 1 ano-luz de distância. Para chegarem ou centro da cidade, com sorte, perdem 3 hr no transito. 

Cidade de Deus: É disputado por dois bairros: Jacarepaguá e Barra da Tijuca. Quem mora em um diz que a favela faz parte do outro bairro e vice-versa. Graças ao filme de mesmo nome (e que não ganhou nenhum Oscar também) a Cidade de Deus agora é conhecida no mundo todo, principalmente por causa dos traficantes, dos tiroteios frequentes e das drogas, como maconha, cocaína e Tati Quebra-barraco.

Mãos

Os 12 sintomas de viado

01. Chegar aos 40 anos de idade sem barriga.
Aos 40 anos se você se preocupa com o físico, você é viado! Como diz o ditado 'Quem gosta de homem bonito é viado. Mulher gosta de dinheiro'.
Você tem mais é que parar de se preocupar com a barriga e tratar do seu bolso porque aquela menina gostosona de 19 anos dá mais importância ao carro importado e ao cartão de crédito que você tem, do que aos seus músculos do abdômen.

02. Pedir caipirinha com adoçante.
Você pede caipirinha com adoçante?....Fala sério???!!! Tá de regime? Ou você bebe ou não bebe! Caipirinha é o seguinte: Limão, AÇÚCAR, gelo,
cana ou vodka. Se é pra pedir diferente, não chame de caipirinha, diga pro garçom o seguinte: Hoje vou pedir uma bebida de viado, dá pra mim um copo com limão, vodka (ou pinga), gelo e adoçante.

03. Chupar um sorvete.
Verbo 'chupar' não deve fazer parte do vocabulário de um homem, um verdadeiro homem quando COME sorvete e o faz com dentadas, não com chupadas. As duas únicas coisas que um homem tem permissão de chupar são peitos e afins. O resto... é viadagem!

04. Ter como bicho de estimação um gato.
Gato por si só não passa de um cão viado; aquele lance de ficar se lambendo o dia todo e de não tomar banho é nojento. Fora o fato de o gato ter aquelas frescuras: gato faz pipi e popô, depois esconde embaixo da terrinha (entenda isso como se você sempre se metesse a abaixar a tampa a privada depois de usar o vaso). Bicho de homem é o cachorro: cachorro tá pouco se fudendo pra tudo, mija e caga em qualquer lugar, bebe água da privada e até coça o saco. Ter gato em casa é coisa de boiola! kkkkkkkkk mt engraçado!!!

05. Saber o nome de mais de 4 coisas na padaria.
Homem entra na padaria e fala logo o que quer, no máximo quatro itens normalmente são o pão, o café, o leite e a manteiga. Chegar na padaria pedindo um pote de queijo Philadelfia, 250 gramas de lombo canadense 'bem fininho, viu?!', ou então um salame (!!!), é sintoma grave de viadagem.

06. Sair pra dançar.
Que porra é essa? Homem sai pra beber, pra zoar, pra pegar mulher. Homem que sai pra dançar não é homem! No máximo, você pode dar uns passos na pista de dança, com a intenção, é claro, de se aproximar da mulher que te chamou a atenção. Homem que sai pra dançar é viado enrustido.

07. Bebidas com nomes exóticos.
Sex on the beach, Dry Martini, Bloody Mary....tudo coisa de viado! Homem não tem frescura, bebe aquilo que todo mundo conhece: Vodka, Pinga, Whisky, Conhaque. Cerveja muita cerveja! Detalhes em copo de homem são: limão, gelo ou palito, dependendo da bebida. Canudinho e guarda-chuvinha
nem pensar. Coisa de viado!

08. Reparar como os outros estão vestidos.
Você é daqueles que repara que seu amigo está vestindo a mesma camisa de ontem? Você é viado! Qual a diferença entre seu amigo sair para tomar uma cerveja com uma camisa dessas que não sai por menos de 100 pratas (coisa de viado) e sair com uma camiseta que ele ganhou de brinde do cartão de crédito? Nenhuma! Se o cara tá ridículo, o problema é dele, ou melhor, sobra mais mulher pra você! Se você dá uma de Clodovil e repara se a roupa de seus amigos combinam, você é viado!

09. Comer bolo em festa de aniversário.
Só viado faz isso. Homem que é homem enche o prato de salgadinhos, bebe pra caralho, vomita. Quem come bolo é mulher, criança e VIADO.

10. Pedir meias porções ou meias doses.
O nome é porção ou dose porque já é calculado, ou seja, um homem come uma porção de gororoba, ou uma dose de birita. Então, quem come meia porção é meio-homem. Pior ainda são aqueles que pedem pratos terminados com 'inho','por exemplo: - Garçom, traz um arrozinho por favor? Isso é muito viado.

11. Consolar ex-namoradas de amigos.
A única maneira do verdadeiro homem, fazer isso, é pensando em como levar ela pra cama ou então fazendo com que ela fale algo que possa ser usado pra zoar o seu amigo em questão. Do contrário, vá chorar no ombro da mamãe... VIADÃO!

12. E tem mais uma coisa....
Se não retransmitir este e-mail... Também é viado. Só viado pega uma mensagem igual a esta e apaga sem repassar aos amigos.