Saint-Clair Stockler ([info]opiario) wrote,
@ 2008-10-08 23:08:00
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Língua portuguesa

Está lá, no site d'O Globo, jornal considerado "um dos melhores" do Brasil:

A ocupação dos estudantes na reitoria, iniciada no dia 10 de setembro, teve fim em 1º de outubro, quando foi realizada uma auditoria no local para avaliar se houveram danos ao patrimônio da universidade.

Sim, 'houveram' muitíssimos danos, sobretudo à pobre língua portuguesa.

E o Acordo Ortográfico ainda nem começou a vigorar! Tá feia a coisa...




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[info]livmartins
2008-10-09 04:57 am UTC (link)
Gatooooo!

Você recisa ler o EGO. O te dou um dado (www.tedouumdado.com.br) até brinca que é o estagiário que escreve. E teve uma época tão ruim, que eles diziam que ele tinha entrado de ferias e colocado a 'tia da limpeza' pra escrever... PHODDA!

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[info]lili_one
2008-10-09 12:21 pm UTC (link)
LOl

tenho me lembrado de ti, estou a ler Luís Carlos Prestes do Jorge Amado; cada vez que ele escreve " amiga", para quem escreve, eu lembro-me de ti, amigo:)

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(Anonymous)
2008-10-09 01:47 pm UTC (link)
Engraçado também quando eles chupam alguma matéria em espanhol e aparecem grafias do espanhol adaptadas "Estoi muito contente..."

Saint, na verdade passei aqui para receber uma luz cultural. Fala aí do sujeito que ganhou o Nobel.

Baci!

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[info]lili_one
2008-10-09 05:33 pm UTC (link)
Amigo, diz-lhes assim:
O verbo 'haver', quando sinónimo de 'existir', constrói-se de modo diverso deste. Nesta acepção, 'haver' não tem sujeito e é transitivo directo, sendo o seu objecto o nome da coisa existente ou, a substituí-lo, o pronome pessoal 'o' (a, lo, la)
'Existir', ao contrário, é intransitivo e possui sujeito, expresso pelo nome da coisa existente.
Dir-se-á, pois:
Há tantas folhas pelas calçadas!
Existem tantas folhas pelas calçadas!

Construções do tipo:
Houveram muitas lágrimas de alegria (Camilo castelo Branco, V, 82)
Ali haviam vários deputados que conversavam de política. (Machado de Assis, OC, 67-68.)
embora se documentem em alguns dos melhores escritores da língua, especialmente do século passado (século XIX, neste caso), não devem ser hoje imitadas.)
(In Nova Gramática do Português Contemporâneo - Celso Cunha, Lindley Cintra

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