| Saint-Clair Stockler ( @ 2008-09-26 23:01:00 |
Ele é bonito, embora um pouco baixo. Branco, musculoso, a pele lisa tatuada. Usa dois piercings nos mamilos. Sua imagem, à primeira vista, não contribui para que se compreenda como é de verdade, antes pelo contrário: ajuda a se ter uma falsa idéia a seu respeito, para que se cometa o erro de achar que a sua imagem-clichê corresponde de fato à sua essência. "Não julgue um livro pela capa", sabe? É um excelente amante, e sexualmente nos damos muitíssimo bem. Na subcultura onde vai caçar, e da qual faço uso sempre que me convém, para encontrar pessoas como ele, ele é o equivalente a um príncipe. Muitos são aqueles que correm atrás dele, fascinados, apaixonados ou meramente curiosos. Ele é daqueles que atrai atenção. Desconfio que se sinta um tanto quanto perplexo a meu respeito. Já reclamou diversas vezes: "Você nunca liga pra mim, fica meses sem entrar em contato". É sempre ele quem me procura, jamais o contrário. Gosto dele, gosto profundamente dele, mas não faço parte do seu "harém" (é assim que os chamo, os que correm atrás dele). Acho que por isso, embora desagradado, ele me respeite. No início éramos nada mais que parceiros de cama, mas com o tempo, e apesar dos contatos esporádicos, nos tornamos grandes amigos. Sei que ele gosta de verdade de mim, e ele sabe que também gosto dele. Somos como dois animais numa selva, duas criaturas que têm garras afiadas e dentes capazes de rasgar carne, e que num dia de caça se cruzaram - e, embora diferentes, também somos profundamente semelhantes. E isso é tudo.